ERIKA HILTON ACIONA MINISTÉRIO PÚBLICO E PEDE INVESTIGAÇÃO CONTRA RATINHO POR FALA TRANSFÓBICA

A disputa política em torno da eleição de Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara ganhou um novo capítulo. Nesta quinta-feira (12), a deputada protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo pedindo investigação contra o apresentador Ratinho após declarações consideradas transfóbicas feitas durante seu programa no SBT.

O pedido foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). No documento, a parlamentar solicita a abertura de um inquérito policial para apurar as falas do apresentador, que, segundo ela, teriam ultrapassado o limite da crítica política e configurado discurso discriminatório.

A polêmica começou na noite de quarta-feira (11), poucas horas depois de Erika ter sido eleita para comandar a Comissão da Mulher na Câmara. Durante seu programa, Ratinho comentou a eleição e questionou o fato de o colegiado ser presidido por uma mulher trans. Em um dos momentos da atração, ele afirmou que, na opinião dele, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero.

As declarações rapidamente repercutiram nas redes sociais e provocaram reação de parlamentares e ativistas. Para Erika Hilton, as falas reforçam um discurso que tenta invalidar a identidade de gênero de pessoas trans e afastá-las de espaços institucionais.

Na representação enviada ao Ministério Público, a deputada argumenta que o apresentador repetiu diversas vezes afirmações que negariam sua condição feminina, sustentando que mulheres trans não deveriam ocupar espaços voltados à defesa dos direitos das mulheres.

Outro ponto destacado no documento é o alcance das declarações. Como o programa foi transmitido em rede nacional, segundo Erika, o impacto das falas foi ampliado, principalmente após trechos circularem nas redes sociais.

“A fala não se limita a uma crítica política. Trata-se da negação explícita da identidade de gênero da parlamentar”, diz um trecho do pedido encaminhado ao MP-SP.

Agora, caberá ao Ministério Público analisar a representação e decidir se abre ou não investigação sobre o caso. Enquanto isso, o episódio segue alimentando o debate público sobre representatividade, liberdade de expressão e os limites do discurso no cenário político e midiático brasileiro.

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