PRÍNCIPE WILLIAM TROCA PALÁCIO POR MANGUEZAL E SE ENCANTA COM A ILHA DE PAQUETÁ: “OS OLHOS DO MUNDO ESTÃO AQUI”

O Rio de Janeiro acordou com ares de realeza nesta terça-feira (4). O príncipe William, herdeiro do trono britânico e fundador do Earthshot Prize, o “Oscar da sustentabilidade” — resolveu conhecer de perto um pedacinho especial do Brasil: a charmosa Ilha de Paquetá.

Nada de carruagem ou tapete vermelho. William chegou a bordo de uma lancha da Marinha, por volta das 10h, e foi recebido por uma mistura de curiosos, fãs e muita simpatia. O príncipe fez questão de cumprimentar moradores, tirar fotos, sorrir, receber presentes e até arriscar umas palavrinhas em português (com ajuda de uma intérprete).

Depois do tour pelas ruas tranquilas da ilha, o príncipe embarcou novamente, desta vez num bote — rumo a uma área de manguezal em Guapimirim, para conhecer de perto projetos que ajudam a recuperar a Baía de Guanabara e minimizar os impactos ambientais da região.

“A região de mangue é uma das que mais capturam carbono no mundo, e aqui temos uma das mais importantes do Brasil”, explicou Mauro Pires, presidente do Instituto Chico Mendes (ICMBio), que acompanhou o príncipe no passeio.

Mauro destacou ainda que, com a COP30 se aproximando, o Brasil está no radar global da sustentabilidade  e Paquetá mostra que dá pra equilibrar natureza e cidade.

 

CLIMA DE FESTA E EMOÇÃO NA ILHA

A visita movimentou a rotina dos moradores. Desde cedo, equipes de segurança, diplomatas e jornalistas circulavam pelas vielas floridas de Paquetá, e até o Esquadrão Antibombas passou por lá para garantir que tudo saísse dentro do protocolo real.

O padre Ellber Lima, pároco da Igreja de Paquetá, também marcou presença na recepção e destacou o simbolismo do momento:

“Que possamos ter paz e solidariedade, como Jesus nos ensinou. Hoje, os olhos do mundo se voltam para a Ilha de Paquetá.”

DA REALEZA À RAIZ

Em meio a abraços, sorrisos e câmeras, William mostrou que dá pra ser príncipe e gente como a gente — especialmente quando o assunto é cuidar do planeta. E, convenhamos: se tem um lugar que combina com o “verde real”, é o mangue carioca.

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