UMA NOVA CHANCE NO OCEANO: AÇUCENA VOLTA AO MAR APÓS JORNADA DE SUPERAÇÃO NO NORTE FLUMINENSE

Depois de enfrentar um longo processo de recuperação, a tartaruga marinha Açucena finalmente voltou ao seu habitat natural. A soltura aconteceu na manhã da última quinta-feira (29), na praia de Iquipari/Grussaí, em São João da Barra, em frente ao Centro de Visitantes da Reserva Caruara, e simbolizou um momento marcante para as equipes ambientais e para todos que acompanham a luta pela preservação da vida marinha na região.

Foto: Instagram (@rotaverde)

A história de Açucena começou em setembro de 2025, quando o animal foi localizado no mar do Açu em condições atípicas. Com dificuldade para mergulhar e permanecendo grande parte do tempo na superfície, a tartaruga levantou o alerta das equipes de monitoramento ambiental, que realizaram o resgate imediato e o encaminhamento para atendimento especializado. Após exames clínicos e avaliação veterinária, foi identificada uma inflamação pulmonar que comprometia seu equilíbrio natural na água. A partir desse diagnóstico, teve início uma rotina intensa de cuidados, que incluiu acompanhamento técnico diário, alimentação controlada e permanência em tanques adaptados com água salgada, simulando as condições do ambiente oceânico.

Durante os meses de tratamento, Açucena apresentou evolução constante. Com uma dieta rica em nutrientes e monitoramento contínuo, o animal recuperou peso, resistência e capacidade de mergulho. Subadulta e pesando cerca de 60 quilos, foi considerada plenamente apta para retornar ao mar, encerrando um ciclo de reabilitação bem-sucedido.

Foto: Instagram (@rotaverde)

A devolução ao oceano representa a 75ª recuperação concluída pelo Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas (PMTM), que há quase duas décadas atua na proteção da fauna costeira no Norte Fluminense. O projeto é fruto da parceria entre a Reserva Caruara, a Fundação Projeto Tamar e empresas ligadas ao Porto do Açu.

Atualmente, o PMTM acompanha diariamente um trecho de 62 quilômetros de litoral, que se estende do Pontal de Atafona, em São João da Barra, até a Barra do Furado, em Campos dos Goytacazes. Além do resgate e tratamento de animais marinhos, o programa desenvolve atividades educativas que envolvem moradores, estudantes e visitantes, reforçando a importância da conservação ambiental.

O retorno de Açucena às águas abertas não marca apenas o fim de um tratamento, mas simboliza o impacto direto do cuidado humano sobre a preservação da biodiversidade. Um lembrete de que, quando ciência, compromisso e conscientização caminham juntos, o oceano ganha uma nova chance.

Foto: Instagram (@rotaverde)

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